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quinta-feira, 5 de junho de 2008

A RÃ E O BOI

Certo dia, num sítio distante,
A rã viu o boi e achou-o bonito, elegante
Tinha patas fortes, gordura e músculos
Cheia de despeito ficou a pobre rã, por ter apenas dedos murchos
Foi para a beira do lago e reparou na imagem do outro lado
Não era forte nem grande, como o aquele boi majestoso.
Era pequena e redonda, só pele e osso.
“Ah como gostaria de ser como o boi: distinto, musculoso e colossal!
Espere, se eu inchar bastante talvez consiga ficar tão formosa quanto esse animal.”
E assim o fez, encheu o pulmão, até ficar parecendo um balão
O peito estufado, quase sem voz perguntou à colega: E então?
“Não, ainda está muito longe de ficar daquele tamanhão.”
Cresceu ainda mais a rã invejosa, foi ficando volumosa
Já roxa, sem ar, ainda ouviu a colega falar
“Cuidado, você pode se machucar”
Mas já era tarde, a rãzinha inchou tanto que estourou
E estando sozinha, de si para si, a colega pensou
“Quem não se contenta com o que tem e deseja mais do que pode
Acaba ficando sem nada. A inveja prejudica quem a ela recorre.”
(Denise Veras)

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