Caminho das novas viagens
Dos tantos tropeços e avanços da vida vamos sentindo cansaço, vontade de parar, retroceder ao útero da mãe. Vontade de ceder, chorar.
A vida é bonita por si, mas por que não conseguimos encontrar a beleza ao alvorecer? Tantas vezes a procura, tantos numa eterna ebulição, constantes viagens, ódio e amor, doce e amargo. Tantos percalços, outros espantos.
A vida é assim, a gente não sabe de nada, nunca sabe nada, agente sempre tentando descobrir. E vamos desbravando horizontes e aplicando os sentidos às novas situações.
Visões tortuosas, caminhos incertos, tiros no escuro, alvos inatingíveis.
E as prisões? Domiciliares ou psicológicas, elas existem, e nos tiram muito o brilho da mente, o brilho próprio do olhar de uma criança, brilho esse que faz fazer sentido o viver.
Caminhos errados ou escolhas mal feitas? Nunca saber é quase verbo tangível.
E a tortuosa infinita Hall Way ainda está lá, só esperando os novos sonhadores chegarem com coisas vindas do sul...
(Denise Veras-2009)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
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