Piloto automático
Hoje me entreguei. Decretei: Piloto automático! Por que trabalhar para quem não quer ser servido, e por que trabalhar com quem não quer servir?? E o óbvio? Armações, farsas, embustes e maus-tratos, todos escondidos, porém escancarados.
Não há como negar o que está claro, excesso de luz às vezes cega, é verdade, mas nem sempre, por tantas outras é possível enxergar. Alguém não quer ver? Pobre louco! Deixe-o ir.
Deixem partir quem não quer enxergar. Nessa bolha impenetrável e infurável o mundo permanece vivo, nós, meros observadores da ridícula raça humana, burra e incogniscível nada podemos fazer, a não ser lamentar a existência desses tantos mortais.
Instituições de Ensino Superior (IES), palco para tantos talentos expostos, palco para tantas vergonhas opostas, vítima de cruéis comentários, criminosa por torturas.
Amar a Universidade? Não, um dia talvez eu tenha amado hoje não a amo mais. Lugar de gente que entra sonhadora e sai rotulada. Quartel cheinho de generais empacotando gente como se empacotam cereais.
O que aconteceu com a máxima de Dècartes “Duvido logo penso, penso logo existo”? Por que não nos permitem pensar? Por que não podemos criar? O que há de errado com nossas escolhas?
A demagoga “liberdade de expressão” é realmente só mais uma expressão de vanguarda. Não há liberdade de expressão, há arbitrariedade e opressão.
Deixei de fantasiar que a universidade e/ou as escolas preparatórias de profissionais, são bons lugares de aprendizagem. Bobagem. Lugar comum! É realmente bom ser amarrado? Ter de engolir o que te empurram goela abaixo?
Repressão pós-moderna, (in)comunicação contemporânea. Alunos incompreendidos, professores incompreensíveis. Que escola é essa? “O sistema é mal mas minha turma é legal”, Renato Russo cantou. Será que, hoje, temos, ao menos, uma turma legal para contar e cantar?
Não estou mais percorrendo os ladrilhos amarelos como Dórothi fez, nem passeio correndo atrás do coelho que só vive atrasado. Não. Agora vivo num mundo terrivelmente real. Máscaras caem, mentiras surgem escancaradas, diagnósticos falham.
Aos transgressores somente as malfadadas transgressões. Aos incorruptíveis somente suas pobres honras, aos sufocados somente seus pulmões sem ar.
Espero, sinceramente, um dia poder ler esse texto e pensar “Nossa, como estive equivocada!”, mas por enquanto isso é só um desejo nada nada oculto.
Ademais, quem viver verá o estrondoso ruído final, o desmoronar dessas escolas rústicas, pensamentos limitados, cérebros de azeitona.
Se Darwin continuar correto sobreviveremos, se ele estiver errado, esperemos pelo massacre mundial, gradativo e contínuo, tal e qual já está a ocorrer.Esperanças ainda tenho, mas não sei se ainda quero esperar.
Hoje me entreguei. Decretei: Piloto automático! Por que trabalhar para quem não quer ser servido, e por que trabalhar com quem não quer servir?? E o óbvio? Armações, farsas, embustes e maus-tratos, todos escondidos, porém escancarados.
Não há como negar o que está claro, excesso de luz às vezes cega, é verdade, mas nem sempre, por tantas outras é possível enxergar. Alguém não quer ver? Pobre louco! Deixe-o ir.
Deixem partir quem não quer enxergar. Nessa bolha impenetrável e infurável o mundo permanece vivo, nós, meros observadores da ridícula raça humana, burra e incogniscível nada podemos fazer, a não ser lamentar a existência desses tantos mortais.
Instituições de Ensino Superior (IES), palco para tantos talentos expostos, palco para tantas vergonhas opostas, vítima de cruéis comentários, criminosa por torturas.
Amar a Universidade? Não, um dia talvez eu tenha amado hoje não a amo mais. Lugar de gente que entra sonhadora e sai rotulada. Quartel cheinho de generais empacotando gente como se empacotam cereais.
O que aconteceu com a máxima de Dècartes “Duvido logo penso, penso logo existo”? Por que não nos permitem pensar? Por que não podemos criar? O que há de errado com nossas escolhas?
A demagoga “liberdade de expressão” é realmente só mais uma expressão de vanguarda. Não há liberdade de expressão, há arbitrariedade e opressão.
Deixei de fantasiar que a universidade e/ou as escolas preparatórias de profissionais, são bons lugares de aprendizagem. Bobagem. Lugar comum! É realmente bom ser amarrado? Ter de engolir o que te empurram goela abaixo?
Repressão pós-moderna, (in)comunicação contemporânea. Alunos incompreendidos, professores incompreensíveis. Que escola é essa? “O sistema é mal mas minha turma é legal”, Renato Russo cantou. Será que, hoje, temos, ao menos, uma turma legal para contar e cantar?
Não estou mais percorrendo os ladrilhos amarelos como Dórothi fez, nem passeio correndo atrás do coelho que só vive atrasado. Não. Agora vivo num mundo terrivelmente real. Máscaras caem, mentiras surgem escancaradas, diagnósticos falham.
Aos transgressores somente as malfadadas transgressões. Aos incorruptíveis somente suas pobres honras, aos sufocados somente seus pulmões sem ar.
Espero, sinceramente, um dia poder ler esse texto e pensar “Nossa, como estive equivocada!”, mas por enquanto isso é só um desejo nada nada oculto.
Ademais, quem viver verá o estrondoso ruído final, o desmoronar dessas escolas rústicas, pensamentos limitados, cérebros de azeitona.
Se Darwin continuar correto sobreviveremos, se ele estiver errado, esperemos pelo massacre mundial, gradativo e contínuo, tal e qual já está a ocorrer.Esperanças ainda tenho, mas não sei se ainda quero esperar.

3 comentários:
Recomendo que vc leia imediatamente KAFKA-FOCAULT, sem medos, é muito proximo desse sentimento, vai te libertar, vale a pena visitar GOLPE NA ALMA, de Marcius Cortez...e os rumos da educação? Aonde estão?
bjos
Aristides
leia O GOLPE NA ALMA e KAFKA-FOCAULT, sem medos. é mais ou menos isso que eles sentem...
O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas o que asfixia a mente e algema a emoção. Sem liberdade,as mulheres sufocam seu prazer, se tornam máquinas de trabalhar. Ser livre é não ser servo das culpas do passado, nem escravo das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama, é abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas acima de tudo... Ser livre é ter um caso de amor com a própria vida, independente do mundo te empurrar outros.
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