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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Olhar fragmentado: realidade ou ficção?

Nem desconfio...

Hoje foi um dia especial, foi o dia em que reconheci o gosto do gostar. Sem restrições, sem pesos, sem convenções. Desatei amarras dos trilhões de grilhões.
Foi hoje. Ele chegou e quase encostou..não tão perto que eu pudesse tocar, mas o suficiente para me despertar.
Zipt! Acordei!
O que foi aquilo? Um vendaval em plena caatinga, ou neve no cerrado?
Certamente algo inexplicável acabara de acontecer e eu não sei de onde nem como me chegou, só sei que chegou. E foi assim: de mansinho, devagar, como que receoso, titubeando a cada palavra. Medo de assustar? Talvez. Receio de afastar? Pode ser. Mas não..era algo além, como as literaturas de detetive americanas, assim mesmo, meio desconexas no início, mas fazendo todo sentido ao final.
Difícil é saber, onde é o final. Seria aquele pote de ouro ao término do arco-íris? Aquele que, chegando lá, descobrimos ser apenas cereais? Ou uma mesa farta de frutas de cera? Onde inicia e onde termina???
Realidade ou ficção, pouco importa. Já não interessa o por quê, interessa o quê dos por quês. Os resultados dos cálculos quânticos emocionais, as alíquotas dos sentidos e os impostos de renda ainda não concluídos...
Quando conseguir responder espero ainda estar aqui para, quem sabe, ouvir, tocar e sentir.

1 comentários:

Graça Veras disse...

Sou suspeita em fazer qualquer comentário a respeito do texto, pois conheço sua hiper sensibilidade. Acredito no seu potencial.