Com uma proposta adolescente que beira ao patético adulto, o filme ‘Lua Nova’, seguimento de ‘Crespúsculo’, cumpre, com fidelidade sua proposta de atingir a massa com seu infindável suspense acerca de um dos velhos dilemas do cinema: amor proibido.
No segundo filme da saga a protagonista Bella é abandoada pelo seu amante, o vampiro Eward Cullen. Depois de perceber que fez da bela donzela um alvo fácil para os inimigos, o amante confuso volta para a moça e a pede em casamento.
Até aí nada que mereça um texto no natal, a não ser pelo trecho do filme que realmente me chamou atenção: a dedicação familiar que os Cullens têm um pelo outro.
Num dado momento é feita uma votação para decidir se a protagonista deve ou não ser transformada numa sugadora de sangue. A maioria decide que sim, mas o argumento de uma das irmãs de Edward me chamou atenção: Rosaline Cullen disse “não”. Afirmou que gostaria que alguém tivesse votado “não” para ela mesma, que aquela não era a vida que teria escolhido para si.
Lindo né? Mas bonito mesmo foi o olhar da jovem vampira para Bella, suas outras palavras ressoando pela ambiência. As outras palavras eram de gratidão. Rosaline agradecia à outra pelo bem que sua existência traz ao seu irmão Edward, por ela ter-lhe salvado a vida.
Foi nesse exato trecho do filme que me prendi. Achei sincrônico com a época do ano. Estamos no natal. A atmosfera de compreensão e afetividade envolve a todos, mas, o que realmente devemos esperar uns dos outros no natal?
Alguém escreveu em algum lugar que no natal devemos ter as mãos livres para os abraços porque, afinal, como outro alguém disse, a vida é arte do encontro.
Mas não é só isso. Assim como a vida é a arte do encontro e o natal é a época das mãos livres, a família é a base para o sentido da existência humana.
O que seria de nós, reles mortais, frágil raça que não vive para sempre não fosse a família? O que pode ser de alguém que não tem para quem correr, não tem para onde fugir, não sabe onde encontrar abrigo?
Essa não é uma crônica de natal, nem mesmo um artigo crítico sobre o filme supracitado, essas são só algumas palavras sobre um tema que me toca: família.
Se até mesmo os vampiros e os lobos são afeiçoados pelos seus, por que, então, com as gentes seria diferente?
No natal, na páscoa, nas festas juninas, no dia de finados, não importa. O que realmente significa é se encontrar, dar as mãos, tocar pra frente e não esquecer nunca o valor dos nossos.

2 comentários:
Muito oportuno o texto. No natal mais do que presentes e festas, devemos lembrar da família.. E mais, sendo caridosos no Natal descobrimos que essa caridade pode ser aplicada o ano todo... Feliz Natal! E parabéns pelo texto!
Menina, das palavras certas... deixo meu carinho e cumprimentos!! Votos de bom 2010 e um cheiro no teu coração.
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