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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O poeta ‘eu’ em seu labirinto

O poeta em mim mente, e sabe que mente
É mentiroso incondicional, um canalha!
O poeta em mim quer me fazer de boba,
Como se já não bastasse ser tola.

No labirinto de meu corpo se esconde minh’alma e,
Com ela, brinca o fazer poético,
Brincam as palavras, confundem-se os sentidos.

O fazer é quase tão difícil quanto o sentir.
Sentimentos são, por vezes, incoerentes,
Mas o fazer tem que fazer sentido.

Sem cabimento nos papéis,
Sem rumo nos textos,
Somente o papel e a caneta
Companheiros, cúmplices,
Mas não amigos

A caneta não é amiga do papel,
Que não é amiga do poeta
Por isso o poeta em mim mente.
Me faz crer que a caneta, o papel e eu somos amigos.

Pobre louca!
Não percebe que amigos,
muitas vezes,
se entendem.

3 comentários:

Teresa Cristina flordecaju disse...

Um lirismo tal o teu, Denise, é um grito de que a poesia é viva!! Um cheiro em teu coração, poeta do Piauí. Teresa.

Anônimo disse...

Feliz lirismo 2010! Um gol de placa para marcar o inicio do ano. Um bom combate onde todos venceram, principalmente nós que começamos o ano ganhando a sua poesia de presente. Forte abraço,
Ari

haydée Ferreira disse...

Menina! Estou fascinada com a tua poesia, poderosa, cheia de lirismo e muito profunda.
Parabéns! Que Deus lhe ilumine e faça fazer voos cada vez mais ousados. Preciso entar nessa boa escola! Beijos.
Haydée Ferreira