Dos tantos tropeços e avanços da vida vamos sentindo cansaço, vontade de parar, retroceder ao útero da mãe. Vontade de ceder, chorar.
A vida é bonita por si, mas por que não conseguimos encontrar a beleza ao alvorecer? Tantas vezes a procura, tantos numa eterna ebulição, constantes viagens, ódio e amor, doce e amargo. Tantos percalços, outros espantos.
A vida é assim, a gente não sabe de nada, nunca sabe nada, agente sempre tentando descobrir. E vamos desbravando horizontes e aplicando os sentidos às novas situações.
Visões tortuosas, caminhos incertos, tiros no escuro, alvos inatingíveis.
E as prisões? Domiciliares ou psicológicas, elas existem, e nos tiram muito o brilho da mente, o brilho próprio do olhar de uma criança, brilho esse que faz fazer sentido o viver.
Caminhos errados ou escolhas mal feitas? Nunca saber é quase verbo tangível.
E a tortuosa infinita Highway ainda está lá, só esperando os novos sonhadores chegarem com coisas vindas do sul...
sábado, 1 de maio de 2010
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2 comentários:
Querida! Chiara Lubibich, é que disse bem: "Só quem passa pelo gelo da dor chega ao incêndio de amor". A vida é assim cheia de percalços, dificuldades, decepções e muitas pequenas e grandes dores. É a vida! E nós a exemplo de Jesus só nos resta dizer: Por Ti! Como Maria fez, disse Sim, só para ser amor. Dizer Sim a Deus é saber aceitar a vontade dele no presente momento e só amar. Amar cada coisa aceitando plenamente.
Você escreve lindamente.! Se expressa como lirismo e com a força da alma. Admiro demais você! và em frente com fé! No Meu blog: http://haydeeferreira.blogspot.com/ Um presente para você.
Primeiro, parabéns pelo admirável dom da escrita que compartilha conosco e com o mundo!
Certamente, como bem disse Chico Xavier, a vida não é um mar de rosas. Contudo, sem os tantos problemas, dificuldades e ausências da nossa vida não haveria aprendizado.
Apesar da dor trazida, os tropeços são um verdadeiro tesouro.
Contribuo, então, com a lírica trazendo o singelo poema abaixo que li recentemente:
Aniversário
Perdi colegas, namoradas, cães.
Perdi árvores, pássaros, perdi um rio
e eu mesmo nele me banhando.
Isto o que ganhei: essas perdas. Isto
o que ficou: esse tesouro de ausências.
(Ruy Espinheira Filho)
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