Vasto campo de amor,
destroços de paixão
largados na paisagem
de nuvem, água e verdura
Assim se resume esta saudade
Não se redime o tempo
(tempo algum se redime)
sobretudo
o tempo nutrido de suspiros
Eis aqui, senhora, o tempo,
o tempo em minhas mãos
que deposito
a teus pés,
pois te pertence,
já que na tua vida
foi vivido
Terias coragem de dizer
que foi tempo perdido a nunca mais?
Jamais, pois sabes
que foi tempo venturoso
feito
de roçar de olhos
e pele arrepiada
Nosso tempo, espalhado no vasto campo
entre os destroços da paixão,
é tempo eterno,
irredimível.
E nós, condenados a ele,
refulgiremos para sempre
nas retinas
as luzes, os fogos, as cores
e a pulsão daqueles dias
em que tudo parou.
domingo, 14 de novembro de 2010
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2 comentários:
O lirismo e a profundidade do seu poema é fascinante! Continue escrevendo e deixando que a música que sai das suas estranhas jorre.Jamais deixe que as circunstâncias da vida lhe barre ou lhe impeça de está sempre criando. O poeta possui um carisma divino que expressa em música o que lhe passa pela alma e jamais poderá enterrar esse seu talento, pois se o fizer estará enterrando junto sua alma. Vá em frente! E parabéns mais uma vez! Admiro demais essa capacidade criativa! deus lhe abençoe e faça muito feliz!
NOSSA QUE MASSA!!!! PARABENS... VIDA LONGA A POESIA!!! Gostei muto d como vc escreve... deixo uma poesia minha p vc:
Tem poesia/
Que cai como peteca./
Mas já que é poesia/
Nunca para de Qucar!
Por elton aruda
eltonarruda.blogspot.com
eltonarruda@hotmail.com
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